"Agora vou escrever ao correr da mão: não mexo no que ela escreve. Esse é o modo de não haver defasagem entre o instante e eu: ajo no âmago do próprio instante. Mas de qualquer modo há alguma defasagem. Começa assim: como o amor impede a morte, e não sei o que estou querendo dizer com isto (...) Você tornou-se um eu (...) Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? (...) Tais momentos são meu segredo. Que estou fazendo ao te escrever? Estou tentando fotografar o perfume (...) Para te escrever eu antes me perfumo toda (...)." - Clarice Lispector
"Um poeta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando ele os escreve e, por último, quando declamam os seus versos." (Mário Quintana - Caderno H)
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