sábado, 11 de abril de 2009

Casar-se de novo...

Recebi por e-mail este texto (por Stephen Kanitz). Achei muito bonito e interessante e resolvi publicar. É longo, mais vale a pena ler e refletir que: é muito bom casar de novo...

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Meus Amigos separados não cansam de perguntar como consigo ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmare partir de novo com a mesma mulher.



O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção? Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo.

Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge. Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas.

Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos. Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento.


Mas se você se separar sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior. Não existe essa tal 'estabilidade do casamento' nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma 'relação estável', mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no inicio do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo interessante par. Tenho certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

(Texto - Stephen Kanitz)


12 comentários:

Luciane Fiuza disse...

Oi, amiga. Lindo texto. Por falar nesse assunto, dá uma olhada no meu último post.
Valeu pelo comentário no Simple Lu. A viagem foi ótima e tenho muitas novidades. Vamos marcar uma pizza ou café quando pudermos.
Beijão!
Lu.

Elaine Bittencourt disse...

Lindo mesmo. Mas tb um tanto triste pois as vezes, por mais que se queira casar de novo com a mesma pessoa, nem sempre eh possivel.

Xico Rocha disse...

Amiga, sábio esclarecimento, isso é possivel sim, particularmente não acredito em novo casamento pelo simples fato dele envelhecer e recair nos mesmos problemas do velho casamento, então, o melhor é se renovar no próprio casamento.

Mari disse...

Oi Luzinha!

O texto é muio bom, mas depende da reflexão de cada um, e isso é muito difícil...

Bj

Mari disse...

Elaine,

Concordo com você. Muitas vezes se tenta, mas há casos em que o mais saudável mesmo é cada para o seu lado. Há pessoas muito complicadas que não sabem viver nem conviver em paz...

Bj

Mari disse...

Xico, que saudade de você!

Realmente, o novo casamento recai nos problemas do anterior, mas depende muito da relação. Há casais de são felizes com o segundo casamento, conheço alguns. Problemas todos terão, difícil é administrar, mas em alguns casos o mais difícil mesmo e renovar, ah! isso depende de muita paz e boa vontade...

Bj

Kiara Guedes disse...

Aqui em casa minha regra é a seguinte, se ele deixar de ser meu namorado eu deixo de ser mulher dele... rs. E mais, só namoro rindo, nunca gostei de namoros serios! Tem funcionado!
Bjs

citadinokane disse...

Uuuuu... esse texto não é do chato e arrogante Jabor é do Severiano Costa, anota aí mermão!!!

Mari disse...

Kiara,

Namorar rindo e especialmente beijando... The best!!

Mari disse...

Pedro,


Relaxa, todos têm seus momentos e eu gosto do Jabor, mesmo arrogante e chato, assim, infelizmente, muitas vezes também somos...

Bj querido!

Anônimo disse...

Este texto não é de autoria do Arnaldo Jabor, mas de STEPHEN KANITZ, publicado em 14 de setembro de 2005, na Revista VEJA- Seção Ponto de Vista.
Mais cuidado com o que publicam!

Mari disse...

Anônimo,

Agradeço a sua dica e já fiz correção. Realmente é de Stephen Kanitz. Á época recebi por e-mail como se fosse de Arnaldo Jabor e não me preocupei em pesquisar antes, agora vou fazê-lo. Mais uma vez obrigada.

Abrao!